13 música|s
Lista de músicas
El Ritual del Tereré
Neike Mita’i
Cachawichena
Estrella del Bar
Reacción Tardía
Cuando Llueve
Agua que no Bebes
So Tired
Confusiones
Vestigios de un Dictador
Paraguayoite a Palos
Nowokitoki
Río Tinto
Início · Álbuns · Bohemia urbana · El Ritual del Tereré
2013
13 música|s
El Ritual del Tereré
Neike Mita’i
Cachawichena
Estrella del Bar
Reacción Tardía
Cuando Llueve
Agua que no Bebes
So Tired
Confusiones
Vestigios de un Dictador
Paraguayoite a Palos
Nowokitoki
Río Tinto
Sobre o álbum
A canção que dá nome ao álbum, O Ritual do Tererê, é o centro de gravidade. Não é por acaso que começa com um ritmo que lembra um tererê sendo preparado: a água derramando, o gelo batendo no copo, o silêncio entre goles. A faixa Estrella del Bar segue essa linha, mas com um giro: a letra, entre irônica e nostálgica, fala daqueles personagens que só brilham no anonimato dos bares de povoado. Vestigios de un Dictador, por sua vez, é a exceção: uma faixa mais sombria, onde o cajón peruano e as guitarras flamencas se entrelaçam em um ritmo que não soa paraguaio, tampouco de outro lugar. O curioso é que, apesar da diversidade, o disco não se sente como um *collage*: cada canção flui para a seguinte, como se o tererê nunca acabasse.
Por trás de tudo isso está a formação de Bohemia Urbana, que em 2003 nasceu como um projeto solo de Jaime Zacher antes de se tornar um coletivo de músicos de Ypacarai. A chegada de Arianna —que contribui com percussão e gestão audiovisual— e de Rodney Cords nas guitarras deu ao grupo um som mais orgânico, menos previsível. O disco inclui colaborações como a de Javier Zacher, irmão de Jaime e vocalista de Salamandra, que aparece nos backing vocals de Agua que no Bebes. Mas o mais chamativo não são os nomes, e sim como a banda conseguiu que um álbum gravado em 2013 soasse como se sempre tivesse existido: sem pretensões de ser “moderno”, mas com uma frescura que o faz resistir ao tempo.