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Como dizia o poeta 1971
Álbum · por Vinícius de Moraes ↗ Ver artista

Como dizia o poeta

Como dizia o poeta chegou em 1971 como um disco que condensava o melhor de Vinícius de Moraes: aquela mistura de poesia pura e música que só ele conseguia. Não era mais um álbum de bossa nova, mas uma ponte entre o ritmo brasileiro e o jazz, com letras que soavam como uma conversa íntima entre o poeta e seu público. Gravado no Rio, o som respira aquela atmosfera de bar noturno, onde cada canção parece escrita ao calor de um copo de uísque e uma guitarra acústica. O que mais surpreende é como Vinícius conseguia transformar seus versos — cheios de melancolia e humor — em melodias que qualquer um podia assobiar no dia seguinte.

Ano
1971
Músicas
12
Duração
33 min 29 seg

12 música|s

Lista de músicas

# Título Disponível
01

Tarde em Itapoan

em breve

4:07
02

Como dizia o poeta

em breve

3:15
03

Tomara

em breve

2:12
04

Valsa para o ausente

em breve

1:50
05

Samba de Gesse

em breve

2:38
06

A tonga da mironga do kabuletê

em breve

4:01
07

A bênção, Bahia!

em breve

3:05
08

Mais um adeus

em breve

3:34
09

A vez do Dombe

em breve

1:43
10

O grande apêlo

em breve

1:29
11

Samba da Rosa

em breve

2:40
12

Melancia e côco verde

em breve

2:55

Sobre o álbum

Como dizia o poeta, segundo o DoReSol

Dois temas da tracklist são essenciais para entender sua essência. "Tarde em Itapoan" captura aquela saudade que só os brasileiros entendem: um ritmo que avança como o sol sobre a praia, com uma letra que parece escrita em um guardanapo de bar. "Como dizia o poeta", por sua vez, é um jogo de palavras em que o próprio Vinícius se torna personagem, recitando versos que soam como verdades absolutas. Não é à toa que ambas as canções tenham sido regravadas por artistas como Frank Sinatra e Pierre Barouh: sua estrutura simples, mas profunda, as torna universais.

O curioso é que este disco não buscava soar perfeito. Vinícius preferia gravar com o que tivesse à mão, como se cada tomada fosse uma conversa improvisada. Isso explica por que sua voz, rouca e cálida, soa mais como a de um amigo do que a de um cantor profissional. O resultado é um álbum que não envelhece: continua fresco porque nunca pretendeu ser outra coisa senão um instante de inspiração entre poeta e músico.

Discografia

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