Chico Buarque — Minha história (Gesùbambino)
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Verso 1
E
Ele vinha sem muita conversa,
C D F#m D
sem muito expli car
E B
Eu só sei que fa lava e cheirava
E
e gostava de mar
Sei que tinha tatuagem no braço e
D B F# F#m D
dourado no dente
A F#m
E minha mãe se entregou a
E
esse homem perdidamente
Verso 2
E A
Laiá laiá laiá laiá
Verso 3
E
Ele assim como veio partiu não
A F#m D
se sabe pra onde
F#m A D Eb
E deixou minha mãe com o olhar
B E
cada dia mais longe
Esperando, parada,
F#m
pregada na pedra do porto
F# D B
Com seu único velho vestido
F#m E
cada dia mais curto
Verso 4
E A
Laiá laiá laiá laiá
Verso 5
E
Quando enfim eu nasci minha mãe
D F#m D
embrulhou-me num manto
F#m B
Me vestiu como se eu fosse
E
assim uma espécie de santo
C
Mas por não se lembrar de acalantos,
D F# D
a pobre mulher
A B
Me ninava cantando cantigas de cabaré
A
Verso 6
E A
Laiá laiá laiá laiá
Verso 7
E
Minha mãe não tardou
a alertar toda a vizinhança
A F# F#m D F#m
A mostrar que ali estava
A B
bem mais que uma simples criança
E C
E não sei bem se por ironia
D F#m F# D
ou se por amor
A
Resolveu me chamar com o nome
B F#m E
do Nosso Senhor
Verso 8
E A
Laiá laiá laiá laiá
Verso 9
E
Minha história é esse nome que ainda
F#m D
hoje carrego comigo
F# B
Quando vou bar em bar, viro a mesa,
E
berro, bebo e brigo
Os ladrões e as amantes,
D B F# D
meus colegas de copo e de cruz
A D
Me conhecem só pelo meu nome
F#m E
de Menino Jesus
Verso 10
E
Laiá laiá
Os ladrões e as amantes,
F# F#m D
meus colegas de copo e de cruz (laiá laiá)
A D
Me conhecem só pelo meu nome
F#m E
de Menino Jesus
A
Laiá laiá laiá laiá
E
Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar
Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar
Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente
E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente
Ele assim como veio partiu não se sabe pra onde
E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe
Esperando, parada, pregada na pedra do porto
Com seu único velho vestido cada dia mais curto
Quando enfim eu nasci minha mãe embrulhou-me num manto
Me vestiu como se eu fosse assim uma espécie de santo
Mas por não se lembrar de acalantos, a pobre mulher
Me ninava cantando cantigas de cabaré
Minha mãe não tardou a alertar toda a vizinhança
A mostrar que ali estava bem mais que uma simples criança
E não sei bem se por ironia ou se por amor
Resolveu me chamar com o nome do Nosso Senhor
Minha história é esse nome que ainda hoje carrego comigo
Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo
Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome Menino Jesus
Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome Menino Jesus