Acordes em preparação
Ainda não analisamos o áudio desta música. Quando estiver pronto, você verá o player de acordes sincronizado com o vídeo.
A história por trás
Trevo de quatro folhas, segundo o DoReSol
A versão de Trevo de quatro folhas que João Gilberto gravou em 1961 é uma daquelas peças em que o tempo parece parar. Com apenas um minuto e vinte e quatro segundos, a canção se desdobra como um sussurro que se torna hipnótico, onde cada nota da guitarra e cada sílaba cantada parecem calculadas ao milímetro. Não é apenas a duração que surpreende, mas como consegue transmitir uma sensação de calma absoluta sem perder aquele ar de novidade que a bossa nova carregava consigo naquela época. O disco em que aparece, Amor, o sorriso e a flor, toma seu título de um verso de Meditação, outra das canções incluídas, mas é Trevo que fica ecoando como um detalhe que muitos lembram sem tê-la ouvido por completo.
Gravado nos estúdios da Capitol nos Estados Unidos, o álbum foi lançado primeiro lá em 1960 sob o nome Brazil’s Brilliant João Gilberto antes de chegar ao Brasil no ano seguinte. O produtor Aloysio de Oliveira esteve à frente dessas sessões, em um momento em que a bossa nova ainda não tinha nome, mas já demonstrava seu potencial. João Gilberto, com sua técnica minimalista de violão e sua voz quase sussurrada, estava construindo algo que depois definiria o som de uma geração. Não buscavam um sucesso comercial imediato, mas algo mais sutil: uma forma de tocar e cantar que soasse fresca, como se o jazz e o samba tivessem encontrado um ponto de encontro inesperado. Nessa breve duração de Trevo de quatro folhas, esse encontro se torna tangível.
Do álbum
O amor, o sorriso e a flor
João Gilberto · 1960 · Track 4
Dados