A história por trás
Touch, segundo o DoReSol
Ao mergulhar em Touch, você se depara com uma peça que funciona como o coração pulsante de Random Access Memories. É uma balada que se desdobra em várias partes, com um pulso que muda, começando a 91 BPM e acelerando para 116 em sua seção central. Os críticos a descreveram de maneiras muito diversas: como disco, rock progressivo e até fusão jazz, com um começo que evoca Cluster, passando por momentos que lembram musicais da Broadway, uma seção de dança com toques de jazz e um coro imponente. É uma música que soa ambiciosa, onde a ideia central de que o amor é a resposta e a necessidade de se apegar a ele é construída através de camadas sonoras complexas.
A gênese de Touch está ligada a um encontro muito particular. Os integrantes do Daft Punk, Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo, estavam trabalhando com Chris Caswell e mencionaram sua admiração pelo filme de 1974, Phantom of the Paradise, estrelado por Paul Williams. Caswell facilitou a conexão, e Williams não só emprestou sua voz à música, mas também colaborou com ideias para as letras de outras faixas do álbum. Embora o Daft Punk tivesse uma melodia inicial, eles preferiram a contramelodia que Caswell compôs para as cordas, o que lhe rendeu um crédito como compositor. A duração da música, mais de oito minutos, e a complexidade de suas mais de 250 faixas, a tornam uma das mais elaboradas do disco. Sua influência se estende até o vídeo "Epilogue", que anunciou a separação da dupla em 2021, onde uma versão orquestral e coral de Touch acompanha imagens de seu filme Electroma.
Do álbum
Random Access Memories
Daft Punk · 2013 · Track 7
Dados