Acordes em preparação
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A história por trás
Summer of ’69, segundo o DoReSol
A canção Summer of ’69 de Bryan Adams começa com um riff de guitarra que parece um suspiro preso no tempo. Não é apenas um gancho melódico: é a essência do que a canção quer transmitir. A letra não fala de um verão específico, mas dessa sensação de liberdade que só os primeiros anos da juventude proporcionam, quando o mundo parece maior e as decisões ainda não pesam tanto. O título, com esse jogo de números, não é por acaso: o 69 funciona como uma piscadela, mas também como um símbolo do que se perde e do que se ganha ao crescer. A música não soa como uma nostalgia forçada, mas como uma lembrança que se infiltra entre as notas, como se Adams e seu colaborador Jim Vallance tivessem conseguido capturar em três minutos e meio algo que todos já sentimos alguma vez.
Gravada entre março e abril de 1984 nos estúdios Little Mountain Sound, em Vancouver, e finalizada no Power Station, em Nova York, a faixa passou por mais de uma dúzia de versões antes de ficar como a conhecemos. Adams admitiu que foi uma das mais difíceis de Reckless, o álbum que o catapultou. O processo foi lento: demos com letras diferentes, ajustes na estrutura, até a ameaça de ficar de fora do disco. No fim, o título quase ficou The Best Days of My Life, mas o Summer of ’69 acabou se impondo pela força evocativa. Quando foi lançado como *single* em 27 de maio de 1985, ninguém esperava que chegasse ao top 5 da Billboard Hot 100 nem que se tornasse um hino geracional sem precisar ser um sucesso massivo instantâneo. Hoje, com certificações multi-platina em países como Reino Unido ou Austrália, continua soando tão fresco quanto antes, como se aquele verão imaginário nunca tivesse terminado.
Do álbum
Reckless
Bryan Adams · 1984 · Track 6
Dados