A história por trás
Planeador, segundo o DoReSol
Existem canções que nascem da improvisação, dessa conexão quase telepática que se dá entre músicos que se conhecem de cor. *Planeador* é uma delas. Imagine um ensaio, uma ideia que surge no momento, e a banda, com essa união tão profunda que Charly Alberti descreve, se deixa levar. O que você ouve na versão de estúdio é, em essência, o registro desse ensaio, ao qual depois adicionaram algumas camadas a mais. É uma peça que evoca uma atmosfera lenta, etérea, com toques de *dream pop* que lembram Cocteau Twins, e uma veia neopsicodélica que beira o *rock espacial*. Soa a descoberta, a um momento capturado no tempo.
Originalmente, *Planeador* foi pensada para fazer parte de Sueño Stereo, o álbum que Soda Stereo lançou em 1995. No entanto, numa decisão de última hora, ficou fora do corte final. A sorte, ou o destino, quis que esta composição encontrasse o seu lugar no ano seguinte, em 1996, quando foi incluída no álbum ao vivo Comfort y música para volar. Lá compartilhou espaço com outras peças que também não tinham chegado a Sueño Stereo, como *Sonoman*, *Coral* e *Superstar*. A crítica a recebeu com elogios, chegando a ser considerada uma das criações mais belas da banda. Teve poucas apresentações ao vivo, mas uma das mais significativas foi no histórico concerto de despedida de Soda Stereo, em 20 de setembro de 1997, no Estádio River Plate, em Buenos Aires.
Do álbum
El último concierto B
Soda Stereo · 1997 · Track 2
Dados
Créditos
Música Zeta Bosio, Gustavo Cerati, Charly Alberti