A história por trás
Mentira, segundo o DoReSol
Mentira soa como aqueles temas que se cantarolam sem perceber. Tem aquele ar de confissão que Arjona domina como ninguém: uma melodia que prende desde os primeiros acordes e que, sem precisar de grandes enfeites, deixa a sensação de que se está ouvindo algo que já se conhecia, mas que nunca antes havia soado tão direto. Não é uma canção que se esconde atrás de camadas de produção; pelo contrário, sua força está nessa simplicidade que a faz soar como um segredo compartilhado entre o artista e quem a escuta.
Gravou-a num momento em que Arjona já levava décadas pisando em palcos, mas sem perder essa capacidade de conectar com o cotidiano. Em 2011, quando Mentira foi lançada, ele já havia vendido mais de vinte milhões de discos e era um nome inevitável nas paradas da América Latina e dos Estados Unidos. A música não chegou ao topo dos rankings, mas sua presença no Billboard Top Latin Songs e no Billboard Top Latin Albums confirmou que, mesmo sem ser um sucesso massivo, continuava a fazer parte do som que define uma geração. O curioso é que, além dos números, o que mais se destaca é como aquela letra—cheia de matizes e sem cair no óbvio—se sustenta sozinha, como se cada palavra tivesse sido pensada para que o ouvinte a sinta como própria.
Do álbum
SECO
Ricardo Arjona · 2025 · Track 9
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