Acordes em preparação
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A história por trás
It’s Only Love, segundo o DoReSol
Na primeira vez que ouvi It’s Only Love, fiquei preso naquele riff de guitarra que soa desde a primeira batida. Não é um solo chamativo nem um longo solo de blues, mas uma linha melódica limpa que se repete como um batimento cardíaco, quase como se a canção respirasse com ele. Bryan Adams e sua equipe fizeram com que aquele detalhe —que poderia passar despercebido— fosse o que lhe desse identidade. A música não tem refrões explosivos nem mudanças bruscas, mas aquela virada na progressão de acordes antes do refrão faz com que tudo encaixe sem esforço. A bateria de Micke mantém um ritmo constante, como se o tempo parasse um pouco para que a guitarra pudesse brilhar sem pressa.
Gravada em 1984 para o álbum Reckless, a canção foi um dos seis singles lançados daquele disco, que acabou se tornando o mais vendido de Bryan Adams até então. O produtor Bob Clearmountain —conhecido por seus trabalhos em mixagens que definem o som dos anos 80— esteve à frente da gravação ao lado de Mike Fraser, Bruce Lampcov e outros engenheiros que deram à canção aquele ar quente, mas direto. O curioso é que, apesar de ser uma música com ar pop-rock, ela não busca soar perfeita: há uma naturalidade na interpretação que a torna mais próxima do que muitas produções polidas da época. Reckless chegou ao primeiro lugar na Billboard 200 e vendeu mais de doze milhões de cópias no mundo, mas It’s Only Love não foi apenas um sucesso comercial: tornou-se uma música que muitos guitarristas amadores aprendem porque, no fundo, é simples de tocar, mas com aquele detalhe que a torna especial.
Do álbum
Reckless
Bryan Adams · 1984 · Track 8
Dados