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🇸🇪 Suécia · 2008–presente

Zara Larsson

Zara Larsson não soa como alguém que canta para passar despercebida. Desde seus primeiros passos, sua voz tem aquele brilho que dispensa longas apresentações: é direta, com um tom que oscila entre o brincalhão e o potente, como se cada nota fosse pensada para que o ouvinte sinta que a canção fala com ele. Não é pop genérico, mas uma mistura de electropop com letras que costumam brincar com a vulnerabilidade e o empoderamento, tudo envolto em arranjos que soam frescos mesmo anos depois. Seu estilo não fica parado: evolui sem perder aquela essência que a torna reconhecível instantaneamente.O salto que a levou de criança em um palco de talentos a artista com alcance global não foi por acaso.

Em 2008, aos 10 anos, venceu Talang, a versão sueca do Got Talent, interpretando clássicos como "The Greatest Love of All", de Whitney Houston. O prêmio —uma viagem para conhecer Justin Bieber e meio milhão de coroas suecas— foi só o começo. Mas o interessante não é o prêmio em si, e sim como ela usou essa exposição: em 2012 assinou com a Ten Music Group e, no ano seguinte, lançou Introducing, um EP em que o single "Uncover" estourou na Suécia e na Noruega, chegando ao primeiro lugar e acumulando seis discos de platina. Não foi um sucesso passageiro, mas a confirmação de que seu som podia ressoar além das fronteiras nórdicas.Sua evolução nota-se em como cada álbum marca uma virada sem perder seu DNA.

1 Álbuns
11 Músicas
2,5M Ouvintes/mês

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1 álbum · 2025

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Biografia

1 (2014) consolidou sua presença na Escandinávia com canções como "Carry You Home", mas foi So Good (2017) que a catapultou internacionalmente. Ela assinou com a Epic Records nos EUA, e o disco vendeu mais de um milhão de cópias, com sucessos como "Lush Life" —que chegou ao top 10 da Billboard Hot 100— e colaborações como "Never Forget You", com MNEK. O álbum não foi apenas um sucesso comercial, mas uma ponte entre o pop adolescente e um som mais maduro, onde as letras deixaram de ser apenas sobre amor para falar de resiliência.Com Poster Girl (2021), durante a pandemia, Larsson explorou um território mais introspectivo, sem abandonar a energia dance.

Músicas como "Ruin My Life" mostraram seu lado mais cru, enquanto Venus (2024) virou para um estilo Y2K, misturando eletrônica e R&B. Seu trabalho mais recente até agora, Midnight Sun (2025), é sua aposta mais arriscada: um disco de pop dançante com toques sombrios, onde canções como "Blue Moon" e "Hot & Sexy" soam como hinos para uma noite que não quer terminar. A crítica aplaudiu —o Metacritic deu 89/100— e o público respondeu: o álbum estreou no top 10 da Noruega e na Billboard 200 dos EUA, enquanto "Midnight Sun" entrou no Hot 100 meses depois graças a uma dança viral no TikTok.Por trás de sua música há detalhes que explicam por que ela soa como soa.

Larsson cresceu em Tallkrogen, ao sul de Estocolmo, e aos cinco anos já sabia que queria ser "imortal", como Elvis Presley. Estudou em escolas de arte e balé, mas seu caminho foi definido pelo palco: no Talang, não só venceu, como demonstrou que podia interpretar com uma maturidade incomum para sua idade. Hoje, com cinco números um na parada sueca e quatro prêmios Grammis, segue sendo aquela artista que não precisa gritar para ser ouvida. Seu som é o melhor currículo.

Dados

Nascimento
16 dez 1997
País
🇸🇪 Suécia
Gênero
alternative pop

Selos discográficos

Universal Sweden

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