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🇦🇷 Argentina · 2007–presente

TINI

A música de Tini não se entende sem a sua voz, esse timbre que oscila entre a doçura e a força, com um toque de rebeldia que sempre aparece. Desde os seus inícios no pop adolescente até as suas incursões em ritmos mais urbanos, o seu som foi se moldando como uma ponte entre o comercial e o pessoal, sem nunca perder essa essência que a conecta com o seu público. Nos seus primeiros passos, o pop latino de Tini (2016) soava fresco, com melodias pegajosas que lembravam a sua fase em Violetta, mas já apareciam violões acústicos e arranjos mais maduros. Com o tempo, esse estilo evoluiu para fusões ousadas: o reggaeton se misturou com cumbia em Tini Tini Tini (2020), enquanto em Cupido (2023) o trap e o pop se entrelaçaram com uma produção impecável. O interessante não é só a mudança de gêneros, mas como cada álbum reflete uma fase diferente da sua vida, desde a transição de atriz para cantora até a construção de uma identidade própria longe da sombra da Disney.

O salto definitivo chegou em 2016, quando ela deixou para trás o personagem de Violetta Castillo para lançar-se como solista com um disco homônimo que, em menos de dois meses, vendeu mais de 100 mil cópias. Ainda naquele ano, o filme Tini: A Grande Transformação de Violetta fechou um ciclo, mas também abriu outro: o de uma artista que já não dependia de um papel televisivo para ser reconhecida. O curioso é que essa guinada não foi planejada como um "reinício", mas como uma evolução natural. Enquanto gravava o tema central de Frozen em espanhol —«Libre soy»—, já ensaiava canções próprias no estúdio, como se o personagem e a cantora estivessem destinados a se separar mais cedo ou mais tarde. A turnê Got Me Started Tour (2017), que a levou pela Europa, foi a primeira prova de que a sua música poderia se sustentar sem o apoio de uma série.

406K Ouvintes/mês

Dados, prêmios, membros e mais

Mais sobre TINI

Biografia

Em Quiero volver (2018), Tini explorou sons mais urbanos e colaborações que ampliaram o seu alcance: «Te quiero más» com Nacho e «Princesa» com Karol G a levaram às paradas da Billboard nos Estados Unidos, algo incomum para uma artista argentina na época. Mas foi em Tini Tini Tini que a mudança ficou evidente: canções como «Fresa» e «Oye» demonstraram que ela podia dominar o reggaeton e a cumbia sem perder o seu estilo vocal, o que lhe rendeu certificações de diamante duplo na Argentina. Depois, Cupido (2023) chegou para quebrar recordes: o single «Miénteme» alcançou o primeiro lugar na Argentina e entrou no Global 200 da Billboard, algo inédito para uma artista do seu país. O mais marcante não foi o sucesso em si, mas como cada faixa —do pop de «Bar» ao trap de «La triple T»— soava como um reflexo do seu crescimento, tanto musical quanto pessoal. O seu último trabalho, Un mechón de pelo (2024), encerra esse ciclo com canções como «Buenos Aires», onde aborda sem filtros as pressões da fama e as críticas desde muito jovem. Não é um disco de despedida, mas de afirmação: a prova de que, depois de mais de uma década no olho público, Tini encontrou a sua própria voz.

Dados

Nacimiento
21 mar 1997
País
🇦🇷 Argentina
Género
latin

Selos discográficos

Sony Latin * 5020