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🇬🇧 Reino Unido · * 1977–1984 * 1986 * 2007–2008

The Police

O som de The Police foi forjado na encruzilhada de três ruas: o punk que fervia em Londres no meio dos anos 70, o reggae que chegava da Jamaica e aquele toque de jazz que Sting carregava debaixo do braço. Não era apenas uma mistura de estilos, mas um equilíbrio raro: a bateria de Stewart Copeland batendo com a urgência do punk, o baixo de Sting marcando linhas que soavam a reggae mas com ritmo de rock, e a guitarra de Andy Summers tecendo melodias limpas sobre aquele caos controlado. Ao vivo, aquele trio funcionava como uma máquina: Sting cantava com aquela voz aguda que podia soar fria ou desesperada em segundos, Summers respondia com solos que pareciam desenhados a lápis, e Copeland mantinha tudo em um andamento que às vezes se esticava como chiclete. Não tentavam soar como mais ninguém; simplesmente, encontraram um lugar onde aqueles três mundos colidiam sem se quebrar.

A passagem dos pubs londrinos para os palcos do mundo chegou rápido, mas não foi por acaso. Em 1977, quando Sting se mudou para Londres e se juntou a Copeland, já traziam a ideia de algo diferente. Seu primeiro single, Fall Out, gravado nos Pathway Studios com um orçamento de cento e cinquenta libras, os deixou no radar da cena local. Mas foi com Outlandos d'Amour (1978) que o mundo começou a prestar atenção: o disco chegou ao sexto lugar no Reino Unido e lhes deu duas canções que se tornaram hinos instantâneos, Roxanne e Can't Stand Losing You. Foi aí que ficou claro que não eram apenas mais uma banda de punk: tinham vontade de explorar além dos três acordes.

4,7M Ouvintes/mês

Dados, prêmios, membros e mais

Mais sobre The Police

Biografia

No ano seguinte, Reggatta de Blanc (1979) os coroou em seu próprio país e na Austrália, com Message in a Bottle e Walking on the Moon subindo ao primeiro lugar das paradas. Mas onde realmente fizeram sucesso foi nos Estados Unidos com Zenyatta Mondatta (1980), um disco que os transformou em estrelas globais. Canções como Don't Stand So Close to Me e Every Little Thing She Does Is Magic tocavam em todas as rádios, embora o grupo continuasse sendo aquele trio que tocava como se cada show fosse sua última chance. Seu último trabalho de estúdio, Synchronicity (1983), vendeu mais de oito milhões de cópias só nos EUA e lhes deu seu único número um por lá com Every Breath You Take. Na época, já faziam parte daquela onda britânica que invadiu o mercado norte-americano no início dos anos 80, mas sem perder nunca aquele ar de banda que tocava por instinto, não por cálculo.

Eles se separaram em 1984, bem quando estavam no auge, e embora tenham voltado aos palcos em 2007 para uma turnê que quebrou recordes de bilheteria, nunca explicaram direito por que foram embora. Talvez porque soubessem, no fundo, que a magia deles estava naquele equilíbrio frágil entre o caos e a precisão — algo que não se pode forçar duas vezes. Entre prêmios — seis Grammys, dois Brit Awards e um lugar no Hall da Fama do Rock — e vendas que superam os setenta e cinco milhões de discos, o que fica é a sensação de que The Police não foram apenas uma banda: foram um momento em que três músicos encontraram a forma de fazer o punk, o reggae e o jazz soarem como algo novo, sem etiquetas.

Dados

Nacimiento
1 ene 1977
País
🇬🇧 Reino Unido
Género
Indie rock

Prêmios e reconhecimentos

  • Grammy
  • Brit Awards

Selos discográficos

A&M