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🇮🇹 Itália · 1994–presente

Gianluca Grignani

Gianluca Grignani não é um cantor que se limita a um único estilo. Desde seus primeiros passos, mistura a tradição do rock com letras que vão direto ao ponto, sem adornos desnecessários. Seu som tem essa combinação de melodia cativante e um toque de rebeldia que o afasta do pop italiano mais comercial. Quando você ouve Destinazione Paradiso, não é só a guitarra limpa ou o ritmo que te prende, é essa forma de contar histórias cotidianas com um toque de melancolia que já o diferenciava dos outros nos anos 90. Mas enquanto muitos teriam continuado repetindo fórmulas, ele deu uma guinada inesperada com La fabbrica di plastica, um disco que rompeu com tudo o que se esperava de um artista emergente na Itália. Gravado em Londres com Greg Walsh à frente e masterizado nos Abbey Road Studios, o álbum é um experimento sonoro onde as guitarras distorcidas se chocam com arranjos quase teatrais, algo que na época deixou mais de um ouvinte perplexo, mas que hoje é lembrado como uma de suas obras mais audaciosas.

A ascensão à fama chegou quase sem aviso. Em 1994, a PolyGram o levou ao Sanremo Giovani com La mia storia tra le dita, e um ano depois já estava no festival principal com Destinazione Paradiso, uma canção que vendeu mais de dois milhões de cópias na Itália e o catapultou para o mercado latino-americano. Mas justamente quando o sucesso parecia consolidado, ele desapareceu da cena por um tempo. Os rumores de sua morte — inclusive uma lenda urbana que o dava como perdido — se alimentaram de seu silêncio, até que voltou com Fabbrica di plastica, um disco que demonstrou que não estava disposto a ficar no molde do cantor pop que todos acreditavam que ele era. Esse momento marcou um antes e depois: deixou de ser o garoto de Destinazione Paradiso para se tornar um artista que explorava sem medo os limites do rock italiano.

1 Álbuns
11 Músicas
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1 álbum · 1995

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Biografia

Depois dessa reviravolta, Grignani continuou seguindo caminhos distintos. Em Campi di popcorn (1997), produzido ao lado de Jay Healy, levou as guitarras a territórios mais crus, misturando influências de suas viagens por Vancouver, Nashville e até a Graceland de Elvis. O disco, gravado entre estúdios de elite como a Hit Factory em Nova York, é um mosaico de sons que vão do rock bruto a melodias quase ingênuas, tudo envolto em uma capa que mudava de cor dependendo da cópia. Mais tarde, com Sdraiato su una nuvola (2000), ele adentrou um território mais íntimo, influenciado por sua passagem pela Índia e sua breve incursão como ator em Branchie. Mas nem tudo foi introspecção: em Uguali e diversi (2002), voltou com força, levando às rádios L’aiuola, uma canção que, com sua ironia e ritmo cativante, se tornou um hino de verão. E se o assunto são reviravoltas, em 2005 surpreendeu com Che ne sarà di noi, a trilha sonora do filme homônimo, onde colaborou com Andrea Guerra em uma partitura que mesclava o cinematográfico com o pessoal. Cada etapa sua parece ter um fio condutor: a busca por um som que não soe como lugar-comum, mesmo que isso signifique arriscar que o público nem sempre o acompanhe de imediato.

Dados

Nacimiento
7 abr 1972
País
🇮🇹 Itália
Género
Pop rock

Selos discográficos

Mercury Ils Strategic Marketing PolyGram Universal Balboa Columbia Sony

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