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Montevideo, Uruguai · 1940 — presente

Eduardo Mateo

Eduardo Mateo, cujo nome completo era Ángel Eduardo Mateo López, foi um músico, compositor, cantor e guitarrista uruguaio que deixou uma marca profunda na música de seu país e da América Latina. Seu som se caracterizou por uma síntese particular de candombe, bossa nova, samba e beat, elementos que combinou de forma muito pessoal. Essa experimentação constante, aliada a uma sofisticação harmônica e uma sensibilidade expressiva, o posicionou como uma figura-chave na construção de uma identidade musical uruguaia moderna durante as décadas de 1960 e 1970. Sua obra tem sido uma fonte de inspiração para gerações de artistas posteriores, incluindo nomes como Rubén Rada, Jaime Roos e Fernando Cabrera.

Desde muito jovem, Mateo esteve imerso em um ambiente musical vibrante em Montevideo; seu pai era um apaixonado pelo carnaval e pelo candombe, e sua mãe, Silvia López, gostava de cantar. Além disso, seu tio "Tito" (Jorge Giménez) era percussionista de candombe e fazia parte de um grupo de música brasileira, o que permitiu que Eduardo aprendesse técnicas de percussão e crescesse rodeado por esses ritmos. No início da década de 1960, aprofundou seu interesse pela bossa nova, especialmente pela música de João Gilberto, uma influência que se tornou fundamental em sua forma de tocar violão e compor.

1 Álbuns
13 Músicas
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1 álbum · 1972

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Biografia

Sua trajetória musical inicial o levou a integrar grupos de samba como O Bando de Orfeo e, mais tarde, Los Malditos. Também foi participante ativo nos Conciertos Beat, um movimento que teve papel importante na aceitação do rock e das novas expressões juvenis no Uruguai. Um marco em sua carreira foi a cofundação do El Kinto em 1967, um grupo pioneiro na fusão do candombe com o rock e outras correntes contemporâneas, uma experiência considerada essencial para o desenvolvimento da música popular uruguaia. Após a dissolução do El Kinto, Mateo iniciou uma carreira solo, criando álbuns de grande valor artístico como Mateo solo bien se lame, Mateo y Trasante e Cuerpo y alma. Nessa fase, colaborou com artistas como Rubén Rada, Horacio Buscaglia e Estela Magnone.

Na década de 1980, Mateo continuou explorando novas ideias com projetos cênicos e discográficos, entre eles os espetáculos conhecidos sob o conceito de "La Máquina del Tiempo", que mesclavam música com reflexões filosóficas e elementos de ficção científica. Apesar de sua situação econômica nem sempre ser estável e muitas de suas iniciativas não terem alcançado grande difusão, seu reconhecimento e prestígio entre músicos, críticos e fãs cresceram de forma constante. Eduardo Mateo faleceu em Montevideo em 16 de maio de 1990. Sua morte, ocorrida enquanto estava imerso em novos projetos e um período de grande entusiasmo criativo, marcou o início de uma revalorização contínua de sua figura, tornando-o uma referência central da cultura uruguaia. Seu legado segue palpável em grande parte da produção musical contemporânea do Uruguai. Em 1994, foi publicada uma biografia sobre sua vida e obra, Razones Locas/El paso de Eduardo Mateo por la música uruguaya, escrita por Guilherme de Alencar Pinto. Eduardo Mateo nasceu no hospital Pereira Rossell em Montevideo em 1940, e seu segundo nome foi uma homenagem que sua mãe, Silvia, quis fazer ao músico Eduardo Fabini, a quem admirava.

Dados

Nascimento
10 set 1940
País
🇺🇾 Uruguai
Gênero
singer-songwriter

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