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🇺🇸 Estados Unidos · 2008–presente

Ariana Grande

Ariana Grande não é apenas uma voz que sobe e desce por quatro oitavas. Seu som se sustenta em um registro agudo que parece desafiar a física, mas o que define sua música é como esse instrumento se torna ao mesmo tempo íntimo e expansivo. Desde seus primeiros passos no pop retrô de Yours Truly —um disco que cheira a vinil e a canções dos anos 90— até os beats eletrônicos de My Everything, o que sempre fica claro é que cada nota é pensada para ressoar em espaços grandes, mas com um detalhe que só se percebe de perto. Não é só o assobio, nem o vibrato controlado, mas a forma como constrói melodias que soam simples quando assobiadas, mas exigem precisão ao serem tocadas. O que marca seu estilo é essa mistura entre o calor do R&B clássico e a energia do pop moderno, como se cada canção tivesse um pé no passado e outro no futuro.

A passagem da televisão para a música não foi casual. Depois de anos interpretando Cat Valentine em Victorious e Sam & Cat, ela decidiu que queria que seu nome aparecesse nos créditos de algo mais do que um episódio. Assinou com a Republic Records em 2011, mas a verdadeira virada chegou quando os executivos da gravadora descobriram seus covers no YouTube. Não buscava fama massiva, mas um som que pudesse cantar ao vivo sem perder a essência do que já fazia em seu quarto. The Way, seu primeiro single, não só chegou ao top 10 nos Estados Unidos, como também demonstrou que poderia sustentar uma carreira além da tela. Foi o momento em que deixou de ser "a garota da Nickelodeon" para se tornar um nome que a indústria teria que levar a sério.

4,6M Ouvintes/mês

Dados, prêmios, membros e mais

Mais sobre Ariana Grande

Biografia

Com Dangerous Woman (2016), seu terceiro álbum, ela consolidou esse som próprio: pop com toques de R&B e um toque de eletrônica que já não era um experimento, mas parte de sua identidade. Músicas como Into You ou Side to Side não só tocavam no rádio, como se tornavam hinos instantâneos, com riffs que convidam a cantar aos gritos em um show. Mas foi em Sweetener (2018) e Thank U, Next (2019) que ela deu uma guinada mais pessoal. O primeiro, com sua produção trap e letras que falavam de resiliência, ganhou um Grammy de Melhor Álbum Pop Vocal. O segundo, com sua mistura de autocrítica e humor, quebrou recordes: três de suas canções ocuparam os primeiros lugares do Billboard Hot 100 ao mesmo tempo, algo que nenhum artista havia alcançado antes. Não eram apenas sucessos, mas declarações de independência artística.

Em Positions (2020), ela voltou à simplicidade do pop com um toque de R&B, mas desta vez com controle absoluto sobre cada detalhe. A faixa-título estreou em primeiro lugar nos Estados Unidos e no Reino Unido, e colaborações como Rain on Me com Lady Gaga —um hino de empoderamento queer— mostraram que sua música continuava evoluindo sem perder sua essência. Depois veio Eternal Sunshine (2024), onde explorou o dance com uma produção polida, mas mantendo essa capacidade de fazer até os ritmos mais repetitivos soarem orgânicos. Músicas como Yes, And? e We Can't Be Friends (Wait for Your Love) não só chegaram ao primeiro lugar, como lá permaneceram, como se o público não conseguisse tirá-las da cabeça.

Fora do estúdio, sua carreira se ramificou para o cinema com papéis como Glinda em Wicked (2024), onde sua atuação lhe rendeu indicações a prêmios importantes, incluindo um Academy Award. Mas até aí, o que se destaca é como sua presença na tela reflete a mesma coisa que na música: uma mistura de carisma e técnica, espetáculo e vulnerabilidade. Se algo caracterizou sua trajetória é essa capacidade de se reinventar sem perder o que a torna reconhecível instantaneamente. Não importa se está em um palco, em um filme ou em um estúdio gravando em camadas: sempre soa como Ariana Grande, mas nunca igual.

Dados

Nacimiento
26 jun 1993
País
🇺🇸 Estados Unidos
Género
contemporary r&b

Prêmios e reconhecimentos

  • Grammy
  • Brit Awards

Selos discográficos

BabyDoll