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Antonio Carlos Jobim

Quando você mergulha na música de Antonio Carlos Jobim, encontra um som que o transporta direto para as costas do Brasil. Sua forma de compor, influenciada pela delicadeza de Claude Debussy e Frédéric Chopin, entrelaça-se de maneira única com a energia do samba e as harmonias do cool jazz. Ao piano, seu estilo é melódico e direto, semelhante ao de Claude Thornhill, mas sem perder a centelha da invenção. Na guitarra, dedica-se a um acompanhamento suave que realça os ritmos sincopados do jazz, enquanto sua voz, quente e com um toque rouco, ressalta a emoção por trás de cada letra. É essa combinação de influências, juntamente com sua habilidade de criar melodias inesquecíveis como «Garota de Ipanema», que o tornou uma figura chave para que a bossa nova cruzasse fronteiras.

Antes de se dedicar inteiramente à música, Jobim formou-se como arquiteto. No entanto, por volta dos vinte anos, a música o chamou com força. Começou a tocar em locais noturnos e a trabalhar em estúdios de gravação, dando seus primeiros passos formais em 1954 acompanhando o cantor Bill Farr. Um momento crucial chegou em 1956, quando colaborou com o poeta Vinicius de Moraes na música para a peça teatral Orfeo da Conceição. Pouco depois, em 1958, seu estilo distintivo de bossa nova consolidou-se quando o guitarrista e cantor João Gilberto gravou algumas de suas composições, marcando o nascimento oficial do gênero com Chega de saudade.

Dados, prêmios, membros e mais

Mais sobre Antonio Carlos Jobim

Biografia

O reconhecimento internacional de Jobim decolou em 1962, quando Stan Getz e Charlie Byrd alcançaram grande sucesso com sua música «Desafinado». No ano seguinte, Jobim e outros músicos brasileiros apresentaram-se no Carnegie Hall de Nova York, um evento que impulsionou a bossa nova mundialmente. A fusão deste gênero com o jazz tornou-se muito popular, dando origem a inúmeras gravações. Jobim também colaborou com o icônico cantor americano Frank Sinatra, gravando juntos versões de Garota de Ipanema em 1967 e 1969. Ao longo das décadas de 1960 e 1970, gravou para selos como Verve e Warner Bros., muitas vezes trabalhando com o arranjador Claus Ogerman. Após um período focado no cinema e na televisão brasileira, por volta de 1985, com o ressurgimento da música brasileira, Jobim retomou as turnês, acompanhado por sua esposa Ana Lontra, seu filho Paulo, sua filha Elizabeth e outros músicos.